A divisão mais comum é: débitos de antes da venda — IPVA atrasado, licenciamento e multas — ficam com o vendedor; custos da transferência — taxas, vistoria e emplacamento — ficam com o comprador. Não existe uma regra única, então o combinado precisa estar no contrato, com base nos débitos que a consulta mostrar.
O que costuma ser do vendedor
IPVA de anos anteriores, licenciamento atrasado, multas cometidas enquanto o carro era dele e qualquer pendência que impeça a transferência, como gravame ou restrição.
O que costuma ser do comprador
Taxa de transferência, vistoria, eventual troca de placa e custos de cartório ou despachante, se usados. Quando a compra é feita em loja, parte desses custos pode estar incluída no preço — pergunte.
O IPVA do ano corrente
Pode ser dividido proporcionalmente aos meses de cada um, ou ficar com uma das partes em troca de ajuste no preço. O importante é deixar claro.
Como registrar
Anexe ao contrato a consulta com a lista de débitos do dia, diga quem paga cada item e até quando, e inclua uma cláusula para débitos anteriores que surgirem depois. Prefira pagar os débitos diretamente aos órgãos, com desconto no preço, em vez de confiar que o vendedor vai pagar mais tarde.
Compra em loja
Revendas costumam entregar o carro com débitos quitados e transferência incluída, mas isso precisa estar escrito no pedido de compra. Peça a consulta atualizada no dia da entrega e confira se o que foi prometido — débitos pagos, documento em seu nome — está no papel.
