Pode valer a pena se o desconto cobrir com folga todos os débitos — com juros e multas atualizados — e se não houver restrição que impeça a transferência. O cuidado é pagar os débitos diretamente aos órgãos, com o valor abatido do preço, e registrar tudo em contrato. Dívida que vira restrição judicial é outra história.
Levante o valor exato
Consulte os débitos pela placa no dia da negociação: IPVA, licenciamento, multas, inclusive de outros estados. Use o valor atualizado, não a estimativa do vendedor, porque juros e multas crescem com o tempo.
Faça a conta
Preço pedido menos débitos deve ficar abaixo do valor de mercado do carro em boas condições. Se ficar igual ou acima, o vendedor está repassando a dívida sem desconto real.
Pague com segurança
Pague os débitos diretamente aos órgãos, pelos boletos oficiais, e pague ao vendedor apenas a diferença. Guarde todos os comprovantes e coloque no contrato o valor abatido e o motivo.
Quando não comprar
Se a dívida do dono gerou restrição judicial, penhora ou busca e apreensão, a questão não se resolve pagando IPVA. Também desconfie quando a soma das dívidas é tão alta que o vendedor praticamente dá o carro: pode haver algo mais que a consulta mostra e ele não contou.
Exemplo de conta
Se um carro em bom estado vale cerca de R$ 40 mil no mercado e tem R$ 4 mil em débitos atualizados, um preço de R$ 37 mil não é vantagem: depois de pagar tudo, você investiu R$ 41 mil. O desconto precisa cobrir as dívidas e ainda compensar o trabalho de regularizar.
