A busca e apreensão é a ação que a financeira move para retomar um carro financiado com parcelas atrasadas. Os sinais mais diretos são gravame ativo junto com restrição judicial na consulta pela placa. Se aparecerem os dois, não compre: o carro pode ser recolhido a qualquer momento, com quem estiver.
Como a ação funciona
Quando o cliente deixa de pagar o financiamento com alienação fiduciária, a instituição pode pedir na Justiça a busca e apreensão do veículo. Com a decisão, o carro pode ser localizado e recolhido, e depois vendido para abater a dívida.
A ordem costuma vir acompanhada de restrição no cadastro do veículo, registrada pelo RENAJUD.
O que a consulta mostra
A consulta indica se há gravame ativo e qual a instituição, e se há restrição judicial. A combinação dos dois em um carro anunciado por um particular é um forte sinal de financiamento em atraso.
A ação em si fica no sistema do tribunal; quem consegue ver os detalhes com facilidade é o próprio devedor, pelo nome dele.
Perguntas ao vendedor
O carro está financiado? As parcelas estão em dia? Há algum processo envolvendo o veículo? Peça o extrato do financiamento e a declaração por escrito. Respostas evasivas são motivo suficiente para desistir.
O golpe do carro com busca e apreensão
Um golpe comum é vender barato um carro que já está sob busca e apreensão, antes que a financeira o encontre. O comprador paga, recebe o carro e, semanas depois, perde o veículo numa abordagem.
Se você já comprou
Procure orientação jurídica, reúna provas da compra e do pagamento e registre boletim de ocorrência se houver indício de fraude. Avise a instituição credora sobre a situação.
Quando o vendedor diz que está tudo em dia
Peça o extrato do financiamento emitido pelo banco, com a situação das parcelas. Documento do próprio banco vale mais do que a palavra do vendedor e não leva mais do que alguns minutos para ser emitido nos canais digitais.
