No golpe do carro financiado, alguém vende um veículo que ainda está alienado ao banco prometendo que o comprador só precisa "assumir as parcelas" ou pagar uma entrada. O vendedor some, as parcelas atrasam e o banco pede a busca e apreensão. Quem comprou fica sem o carro, sem o dinheiro e sem documento.
Como o golpe costuma aparecer
O anúncio oferece carro seminovo por um valor de entrada muito baixo e diz que basta continuar pagando o financiamento. Às vezes o golpista nem é o dono: usa dados de terceiros ou um carro de locadora, ou repassa o mesmo veículo para mais de uma pessoa.
Por que você fica desprotegido
Enquanto o gravame está ativo, o banco é o titular da garantia e o contrato está no nome de outra pessoa. Se as parcelas não forem pagas, a instituição pode retomar o carro de quem estiver com ele, sem precisar saber do acordo que você fez.
Também não há como transferir o veículo para o seu nome sem quitar a dívida, então você fica dirigindo um carro que, no papel, não é seu.
Sinais de alerta
Entrada muito abaixo do mercado, pressa para fechar, recusa em envolver o banco, pagamento em conta de terceiro e promessa de transferência "depois". A consulta pela placa mostra o gravame e a instituição credora, o que já permite questionar a história.
Como comprar um carro financiado sem cair no golpe
Só feche negócio com quitação feita diretamente ao banco e termo de quitação em mãos, ou com transferência do contrato aprovada pela própria instituição. Qualquer alternativa informal transfere o risco para você.
A variação com carro de locadora ou de terceiros
Em uma variação comum, o golpista aluga ou pega emprestado um carro e o "vende" com parcelas para quitar. Como ele não é o dono, nem o contrato nem o documento batem com o nome dele. Peça sempre o documento e confira se o nome do vendedor coincide com o do proprietário ou do titular do financiamento.
Se não coincidir, peça para falar com o dono de verdade antes de qualquer pagamento.
