Dá, desde que o banco participe. O caminho seguro é quitar o saldo do financiamento diretamente com a instituição, obter o termo de quitação e só depois concluir a transferência. Evite pagar o vendedor para que ele "quite depois" ou assumir parcelas por fora: nesses casos, o risco de perder o carro e o dinheiro é alto.
Primeiro, descubra o saldo devedor
Peça ao vendedor que solicite à instituição o valor para quitação antecipada, com data de validade. É esse número, e não o que o vendedor estima, que você deve considerar na negociação.
O preço do carro se divide em duas partes: o saldo pago ao banco e a diferença paga ao vendedor.
Pague o banco diretamente
O pagamento da quitação deve ir para o banco, por boleto emitido pela instituição em nome do contrato. Confira o beneficiário do boleto antes de pagar: boletos falsos são um golpe comum nesse tipo de negócio.
Depois da quitação, aguarde o termo e acompanhe a baixa do gravame na consulta. Só então pague a diferença ao vendedor, ou faça isso com garantia por escrito.
Os acordos que você deve evitar
"Passar o carro com as parcelas" sem o banco, o chamado contrato de gaveta, deixa o carro no nome do vendedor e a dívida também. Se ele parar de pagar, o banco pode apreender o veículo com você dentro. Se você parar de pagar, o nome dele é que fica sujo.
Pagar o valor cheio ao vendedor para que ele quite depois também é arriscado: o dinheiro pode não chegar ao banco.
Use um contrato que preveja a quitação
O contrato de compra e venda deve mencionar o gravame, o saldo, quem paga o quê e o prazo para entregar o termo de quitação e o documento de transferência. Sem isso, você fica sem prova do que foi combinado.
Sinal de que está tudo certo
O vendedor apresenta o extrato do contrato sem resistência, concorda em pagar a quitação diretamente ao banco e aceita colocar tudo no contrato. Quando esses três pontos acontecem, o negócio tende a correr bem.
