Não existe um registro oficial único da quilometragem do carro ao longo do tempo, e a consulta pela placa não mostra o hodômetro. A adulteração é descoberta comparando o número do painel com o desgaste do carro e com registros que anotam a quilometragem, como notas de revisão, ordens de serviço, laudos de vistoria e anúncios antigos.
Sinais de desgaste que contradizem o painel
Volante liso ou brilhante, pedais gastos, banco do motorista afundado, botões apagados e manopla de câmbio marcada não combinam com um carro de poucos quilômetros. Pneus originais de fábrica, por outro lado, ajudam a confirmar uma quilometragem baixa.
Desgaste de discos de freio, folgas na suspensão e ruídos de motor também contam essa história para um mecânico.
Registros que guardam a quilometragem
Manual de revisões carimbado, notas fiscais de serviço, etiquetas de troca de óleo, laudos de vistoria e o sistema da concessionária guardam a quilometragem em datas diferentes. Uma revisão com mais quilômetros do que o painel mostra hoje é prova clara de adulteração.
Em carros que passaram por leilão, o registro do lote às vezes traz a quilometragem informada na época.
Hodômetro digital também é adulterado
Equipamentos que alteram o número no painel digital existem e são usados. Em alguns carros, a quilometragem fica gravada em mais de um módulo eletrônico, e uma leitura com equipamento de diagnóstico pode mostrar a divergência. Peça essa leitura na avaliação mecânica.
Se descobrir depois da compra
Adulterar quilometragem para vender é fraude. Reúna as provas — revisões, laudos, anúncios — e procure orientação jurídica. Em compra de loja, o Código de Defesa do Consumidor também pode ser acionado.
