Os dados do proprietário são pessoais e protegidos pela LGPD, por isso consultas abertas e gratuitas não mostram nome nem documento. Em uma consulta veicular feita para a compra do carro, o relatório traz os dados do proprietário registrado quando a base informa, com uma finalidade clara: conferir se quem está vendendo é de fato o dono.
Por que conferir o dono importa
Golpes de venda de carro dependem de alguém que se apresenta como dono sem ser. Comparar o nome do vendedor com o do proprietário registrado é o jeito mais simples de evitar o falso vendedor e o carro vendido por quem só o tinha emprestado ou alugado.
Se os nomes não batem, peça explicação por escrito: procuração, inventário, carro de empresa. Sem documento que justifique, não siga adiante.
O que não fazer com esses dados
Usar a placa para descobrir quem é o dono de um carro na rua, contatar ou expor a pessoa não é uma finalidade de compra e venda. Para batidas, estacionamento irregular ou outros problemas, o caminho é a polícia, o órgão de trânsito ou o condomínio.
Quando há divergência legítima
Carros em nome de empresa, de parente ou de espólio podem ser vendidos por outra pessoa, desde que com autorização formal. Nesses casos, o documento de transferência precisa ser assinado por quem consta como proprietário ou por representante com poderes.
Junto com o documento
Peça também o CRLV atual e um documento com foto do vendedor. Os três — consulta, documento do carro e identidade — precisam contar a mesma história antes de qualquer pagamento.
