O táxi fica registrado na categoria aluguel e, para virar particular, precisa mudar de categoria no Detran — isso deixa rastro no cadastro. O carro usado em aplicativo, em geral, continua como particular e não tem registro próprio. Nos dois casos, quilometragem alta, desgaste do banco traseiro e marcas no teto ou no painel são os sinais mais comuns.
Táxi: rastros no cadastro
Táxis são registrados na categoria aluguel e usam placa com identificação própria. Ao deixar o serviço, o carro precisa ser regularizado como particular. Como muitos táxis são comprados com isenção de impostos, também pode haver restrição tributária ou exigência de recolhimento antes da venda dentro do prazo definido em lei.
Na consulta, fique atento a mudança de categoria, restrições tributárias e faturamento inicial em nome de um permissionário.
Aplicativo: rastros físicos
Sem registro específico, o uso em aplicativo é percebido pelo desgaste: banco traseiro e cintos marcados, maçanetas internas gastas, suporte de celular colado no painel, pneus e freios trocados com frequência e quilometragem muito alta para a idade.
Pergunte ao vendedor se o carro rodou em aplicativo. Muitos admitem, e a informação ajuda a negociar.
Furos e marcas no teto e no painel
Táxis costumam ter luminoso no teto e taxímetro no painel. Depois da retirada, ficam furos tampados, marcas de cola ou fiação extra. Olhe o forro do teto, a parte de baixo do painel e o porta-malas.
Vale a pena comprar?
Pode valer se o preço refletir a quilometragem real e a manutenção estiver documentada. Carros de trabalho costumam ter revisões frequentes, mas o desgaste de motor, câmbio e suspensão é maior. A vistoria cautelar e a avaliação mecânica pesam mais aqui do que em um carro de uso leve.
