O chassi, ou VIN, tem 17 caracteres divididos em três partes: os três primeiros identificam fabricante e país; do quarto ao nono, as características do veículo; do décimo ao décimo sétimo, o ano, a fábrica e o número de série. As letras I, O e Q não são usadas, para não confundir com 1 e 0.
Os três primeiros caracteres
Formam o identificador mundial do fabricante. Carros produzidos no Brasil começam com 9 — como 9B ou 93 —, seguido de caracteres que identificam a montadora. Um chassi brasileiro que começa diferente pode indicar importação — o que não é problema, desde que bata com o documento.
Do quarto ao nono
Descrevem o veículo segundo o padrão de cada fabricante: modelo, carroceria, motor, versão. Não há uma tabela única para todas as marcas; o significado de cada posição está na documentação técnica da montadora.
Do décimo ao décimo sétimo
O décimo caractere costuma codificar o ano, conforme o padrão adotado pelo fabricante. O décimo primeiro indica a fábrica. Os seis últimos são o número sequencial de produção, que torna cada chassi único.
Para que serve conferir
O chassi gravado na estrutura, nas etiquetas e nos vidros precisa ser igual ao do documento e ao da consulta. Divergência, marcas de lixa, solda ou etiqueta substituída são sinais de adulteração ou clonagem e pedem vistoria antes de qualquer pagamento.
Se o chassi foi remarcado oficialmente, a consulta pode indicar a remarcação, que precisa ter explicação e documento.
Um exemplo de leitura
Em um chassi fictício como 9BWZZZ377VT004251, o trecho 9BW aponta fabricante e país, ZZZ377 descreve o veículo no padrão da marca, V corresponde ao código de ano, T à fábrica e 004251 ao número sequencial. Use o exemplo só para entender a estrutura: o significado das letras muda entre fabricantes.
