Leilão de sinistro é a venda, pela seguradora, de veículos que ela indenizou depois de batida, alagamento, incêndio ou roubo com recuperação. Esses carros são chamados de salvados. Podem ser vendidos como recuperáveis, para reparo e volta à circulação, ou como sucata, apenas para aproveitamento de peças.
Como o carro chega ao leilão
Depois de indenizar o segurado, a seguradora passa a ser dona do veículo. Como não tem interesse em mantê-lo, ela vende o salvado em leilão. O lote é descrito conforme o estado do carro e o tipo de dano.
Recuperável x sucata
Lote recuperável é aquele cujo dano permite reparo e regularização para voltar a circular. Lote de sucata, ou irrecuperável, só pode ser desmontado por empresas autorizadas; o veículo não pode voltar às ruas.
Quando um carro vendido como recuperável reaparece à venda, ele normalmente passou por reparo de terceiros, e a qualidade desse reparo é o ponto central da avaliação.
Roubo recuperado também é sinistro
Nem todo salvado é batido. Carros roubados e encontrados depois que a seguradora já indenizou o dono também vão a leilão. Podem estar intactos ou com danos e peças faltando, por isso a vistoria continua necessária.
O que verificar antes de comprar
Consulte a placa para ver passagem por leilão, indício de sinistro e classificação de dano. Pergunte qual foi o sinistro e peça os comprovantes do reparo. Faça vistoria cautelar com foco em estrutura e, se o sinistro foi alagamento, na parte elétrica.
Termos que aparecem nos editais
Editais de salvados costumam descrever a parte do carro atingida — dianteira, traseira, lateral —, se houve alagamento ou incêndio e se o motor funciona. Alguns trazem classificações próprias do leiloeiro, como pequena, média ou grande avaria.
Essas descrições são feitas para quem arremata, não para o comprador final. Se você está comprando depois do reparo, peça ao vendedor a descrição original do lote e compare com o estado atual.
