Consegue em muitos casos, mas não em todos. Cada seguradora tem critério próprio: algumas recusam veículos com histórico de leilão ou sinistro grave, outras aceitam com vistoria prévia, preço maior ou cobertura reduzida. Antes de fechar a compra, faça cotações com a placa para não ficar com um carro sem proteção.
Por que as seguradoras tratam diferente
Para a seguradora, um carro que já sofreu dano grande tem mais chance de apresentar problemas em uma nova ocorrência e é mais difícil de avaliar na hora de indenizar. Isso se traduz em recusa, em vistoria obrigatória ou em preço maior.
O histórico de leilão pesa especialmente, porque muitas vezes indica que outra seguradora já indenizou aquele veículo.
O que pode mudar na apólice
Quando aceita, a seguradora pode exigir vistoria detalhada, aplicar um valor de indenização menor do que a referência de mercado ou limitar a cobertura a terceiros e roubo, sem colisão.
Leia com atenção a cláusula de valor da indenização: em alguns contratos, carros com histórico de leilão são indenizados por um percentual da referência, e não pelo valor cheio.
Como evitar surpresa
Antes de pagar o sinal, peça a placa ao vendedor e faça duas ou três cotações. Se todas recusarem, você descobre isso a tempo de desistir ou de renegociar o preço.
Compare também com um seguro apenas para terceiros, que costuma ter regras mais flexíveis, caso a cobertura completa não seja possível.
Seguro de terceiros como alternativa
Quando a cobertura completa é recusada ou fica cara demais, o seguro só para danos a terceiros costuma ter aceitação mais flexível. Ele não protege o seu carro, mas protege você do custo de bater em outro veículo ou causar danos a pessoas.
Também existem coberturas avulsas, como roubo e furto, que algumas empresas oferecem separadamente. Compare o custo total com o desconto obtido na compra para ver se a conta continua fechando.
